Ansiedade: por que ela existe e o que podemos fazer para melhorar

Tempo de leitura: 3 minutos

É muito comum encontrar pessoas que sofrem com a ansiedade e fazem de tudo para eliminá-la. Não seria maravilhoso poder abolir toda angústia e permanecer calmo e confiante o tempo todo? Mas a verdade é que não podemos fazer isso, pois as emoções negativas e positivas são parte intrínseca da nossa constituição psicológica.

Por mais estranho que pareça, a ansiedade é necessária para a nossa própria sobrevivência. Quando está em níveis suportáveis, ela nos motiva a lidar com os problemas da nossa vida e nos ajuda a nos prepararmos para o futuro. No entanto, a ansiedade e a preocupação nem sempre são suportáveis. Elas podem se tornar muito desconfortáveis, abalando aspectos importantes da nossa vida.

Ficamos ansiosos quando antecipamos que uma situação, evento ou circunstância futura pode envolver sofrimento significativo, devido a uma ameaça incerta e incontrolável aos nossos interesses vitais.

Afinal, o que é a ansiedade?

A ansiedade é uma emoção natural na vida dos seres humanos. Você pode entendê-la como um sistema de alerta precoce para a possibilidade de que alguma ameaça ocorra no futuro.

Quando a ansiedade se torna muito grave, persistente e desproporcional à situação, ela passa a ser prejudicial.

Não é só pensamento: a ansiedade também afeta o corpo

Não percebemos a ansiedade apenas pelo excesso de pensamentos. Também ocorrem reações fisiológicas, como a tensão muscular, muitas vezes sem que você perceba.

Sob tensão, sua respiração geralmente se torna superficial e rápida, ocorrendo mais na parte superior do peito. Quando você está relaxado, respira de forma mais plena e profunda, com a respiração vindo do abdômen.

O que posso fazer para melhorar a ansiedade?

Algumas estratégias podem ajudar no manejo da ansiedade no dia a dia:

Técnicas de relaxamento

Exercícios respiratórios auxiliam a reduzir a ativação do corpo, promovendo uma sensação maior de calma e ajudando a diminuir a tensão acumulada.

Exercício de respiração diafragmática:

Coloque uma mão em seu abdômen logo abaixo da sua caixa torácica. Inspire lenta e profundamente pelo nariz até o “fundo” dos pulmões, sua mão deve realmente subir. Seu peito deve se mover apenas ligeiramente enquanto seu abdômen se expande.

Quando você respirar fundo, faça uma pausa por um momento e expire lentamente pelo nariz ou pela boca, dependendo da sua preferência. Certifique-se de expirar completamente. Ao expirar, permita que todo o seu corpo simplesmente se solte.

Faça 10 respirações abdominais lentas e completas. Tente manter a respiração suave e regular, sem engolir em seco ou expirar de uma só vez. Ajudará a desacelerar sua respiração se você contar lentamente até quatro na inspiração (um-dois-três-quatro) e depois contar lentamente até quatro na expiração. Lembre-se de fazer uma breve pausa no final de cada inalação.

Inspire devagar… Pausa… Expire devagar

Inspire devagar… Pausa… Expire devagar

Se você começar a se sentir tonto(a) enquanto pratica a respiração, pare por 15 a 20 segundos e comece novamente. Caso perceba que não se sente confortável em continuar, interrompa o exercício.

Exercício físico

O exercício físico regular tem um impacto direto em vários fatores fisiológicos subjacentes à ansiedade. Ele promove:

  • redução da tensão muscular esquelética, que é, em grande parte, responsável pelos sentimentos de tensão ou “nervosismo”;
  • aumento das sensações subjetivas de bem-estar;
  • maior senso de controle sobre a ansiedade.

Buscar ajuda psicológica

Quando a ansiedade começa a interferir na qualidade de vida, no trabalho, nos relacionamentos ou no bem-estar geral, buscar ajuda psicológica é um passo importante. O acompanhamento com um profissional permite compreender melhor os gatilhos da ansiedade, aprender estratégias mais eficazes para lidar com os sintomas e desenvolver recursos emocionais para enfrentar situações difíceis.

A psicoterapia oferece um espaço seguro de escuta e acolhimento, ajudando você a  construir formas mais saudáveis de lidar com suas emoções.

Referências Bibliográficas:


BOURNE, E. J. Vencendo a ansiedade e a fobia: guia prático. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2024. 

CLARK, D. A.; BECK, A. T. Vencendo a ansiedade e a preocupação: com a terapia cognitivo-comportamental. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2024.

Beatriz França
Por Beatriz França Psicóloga • Terapia Cognitivo Comportamental

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